O Juca na Caixa


Juca Na CaixaProjeto que traz o contador de histórias, que reunia a criançada na sala para ouvir causos fabulosos que incitavam a imaginação.

Num mundo onde a Internet faz a cabeça da moçada jovem, talvez seja ingenuidade tentar resgatar as “carochinhas”, ou o prazer de encenar uma boa história… mas para isso somos artistas, para manter o que é bom e valorizar essa faceta de nossa cultura.

O Juca na Caixa atenderá à necessidade lúdica que se apoia na fantasia das crianças. Sem sair da sala de aula, brincado com os colegas e contando com a ajuda da professora, os pequenos vão, junto com “os Jucas”, navegar pelo mundo dos contos populares, “causos” e aventuras.

Encantamento é nossa arma, para mostrar de uma maneira bem-humorada e instrutiva, de que forma nós, os mais velhos, nos divertíamos quando crianças.

“A criança tocada em seu próprio espaço”
Ceres Vittori Silva, Psicóloga e Coreógrafa, preparadora corporal do elenco.


O Texto

Versões inéditas de contos populares encenados por um encantado contador de histórias, o JUCA, devidamente vestido de Jack’n the Box, aquele brinquedinho de mola que pula para fora da caixa, alegre, mágico e faroleiro, auxiliado por treze personagens, (bonecos com os quais ele conta as histórias).

São histórias de interesse informativo e cultural, com isso, o trabalho teatral tem uma função prática de auxílio na educação e na geração de estímulo criativo na criança.

São 3 contos que nosso personagem conta e vivencia com as crianças: um, de aventura inspirado no pequeno astronauta de Ziraldo, outro, um causo daqueles que eram contados a beira da lareira ou do fogão a lenha, uma história sombria e soturna que acaba com um imenso susto e por fim uma fábula com os bichos da floresta, uma história delicada de amor e fraternidade.

As estórias contadas pelo “Juca” transcendem o espaço cênico e o espetáculo assume função pedagógica graças à sua estrutura.

A preocupação em interagir com a criança durante e depois da apresentação, as estórias e canções criadas e escolhidas a fim de buscar a emoção do público infantil, tudo que envolve a concepção do Juca traz em primeiro lugar a figura da infância. Como se fosse uma grande brinComo se fosse uma grande brincadeira, inventada pelas próprias crianças e, como é próprio delas, vivida enquanto inventada. E como diria o próprio “Juca” …as estórias foram feitas para serem contadas, senão ficam tristes… Assim como as crianças quando não têm a oportunidade de vivenciar suas estórias.


O Juca na Caixa

“Atendendo à necessidade lúdica que se apóia na fantasia.”
Luiz Carlos Pazello, Autor e Produtor

Versões inéditas de contos populares encenados por um encantado contador de histórias, o JUCA, devidamente vestido de Jack’n the Box, aquele boneco de mola que pula para fora da caixa, mágico e faroleiro, auxiliado por treze personagens.

São histórias de interesse -informativo e cultural – para que as escolas possam desenvolver trabalho posterior à apresentação. Com isso, o fazer teatral tem uma função prática na educação e na geração de estímulo criativo da criança. Usamos 3 contos: Um, de aventura inspirado no pequeno astronauta de Ziraldo, outro, um causo daqueles que eram contados a beira da lareira ou do fogão a lenha, uma história sombria e soturna que acaba com um imenso susto e por fim, um conto com os bichos da floresta, uma história delicada de amor e fraternidade.

O programa será inteiramente utilizado pela criança, com um espaço especialmente reservado para que ela solte sua imaginação e desenhe para o Juquinha a próxima história que gostaria de ouvir.

Gênero: Infantil
Texto: Luiz Carlos Pazello
Direção: Sílvia Monteiro
Elenco: Célia Ribeiro, Raphael Rocha, Fernando de Proença, Letícia Moreira, Denise Giussani, Caroline Mammarella, Lucas Cahet e Pedro Monteiro Bittencourt
Ano: 1998-2006
Teatro: Mini Auditório do Guaíra, Lala Schneider, Espaços alternativos (Escolas, APRs, APAEs, creches, hospitais e orfanatos)


Crítica – Gazeta do Povo
Danielle Brito

Desencaixotando a didática

O espetáculo O Juca na Caixa leva contos infantis para crianças portadoras de deficiência física e mental. O Juca na Caixa pode ter cinco atores diferentes; a intenção é que o mini-espetáculo possa estar em vários lugares ao mesmo tempo.

Quando o personagem título de O Pequeno Polegar dança com brinquedos do quarto, um deles, um enorme Jack’n the box, provoca uma das cenas mais memoráveis dos musicais infantis já feitas para o cinema. Aquele boneco de mola que salta da caixa sem o menor aviso tem agora sua versão teatral em Curitiba, O Juca na Caixa, espetáculo da Companhia Cênica, passa longe de uma montagem convencional feita para crianças. Em primeiro lugar por ter sido produzida para um cenário móvel que se resume numa caixa de 50 x 70 cm, onde o ator tem que se desdobrar para contar quatro historietas. Em segundo, por que está percorrendo o sentido contrário da maioria dos espetáculos. Só depois que cumprir um circuito de 60 apresentações gratuitas para instituições de crianças portadoras de deficiência física e mental a peça será encenada para escolas interessadas em comprar o espetáculo. A iniciativa se deve pelo fato do projeto ter recebido um incentivo via lei municipal que cobre todos os custos do espetáculo.

“No nosso ponto de vista teatro infantil tem que ser assistencial. Resolvemos inverter. Geralmente a gente só dá o brinquedo depois de usado“, compara a diretora Silvia Monteiro. A decisão contou com a colaboração do projeto Rede Sol da Prefeitura Municipal, que além de fornecer o roteiro de instituições para o espetáculo, intercedeu junto a Lei de Incentivo à Cultura para que ação fosse possível.

O personagem de Juca é um narrador de histórias que tem como personagens bonecos menores confeccionados em isopor revestido de massa pela artista plástica Arlete Sabino. “Parecem feitos de doce. As crianças interagem o tempo inteiro com o Juca”, salienta Sílvia. Para a diretora essa identificação se dá principalmente pelo fato de Juca estar preso a estrutura da caixa. O alcance físico de muitas delas também é limitado”, acrescenta. Com trilha sonora criada a partir de cantigas populares, a peça é direcionada principalmente para crianças entre 3 e 7 anos. Segundo a diretora, um espetáculo colorido que toca inclusive crianças que sofrem de deficiência mental. “No mínimo elas recebem um grande estímulo sensorial.

Silvia Monteiro, que tem a carreira calcada no trabalho de atriz – trabalha com Marcelo Marchioro no projeto Usina das Artes -, refere-se à caixa do Juca como uma espécie de máquina do tempo do professor pardal de onde o personagem retira todos os apetrechos necessários para narrar suas histórias. Na abertura, o boneco fala sobre sua vida. Depois Juca passa a contar a aventura de um astronauta que vai para a Lua e não consegue retornar para a Terra, uma adaptação do Planeta Perdido de Ziraldo.No terceiro conto, o autor Luiz Carlos Pazellio, se baseou na vida real para criar a história do jacarezinho que dá unia festa e nenhum de seus convidados aparece. A fábula, que remete à solidão e à dificuldade de relacionamento, termina com uma mensagem positiva de solidariedade. O último ato é um “causo” de terror onde a proposta é separar o medos reais dos imaginários.

Juca pode ser interpretado por cinco atores diferentes, um recurso utilizado para multiplicar o espetáculo caso seja preciso exibi-lo em mais de um ainbiente por vez. Isso também possibilita a redução de crianças em torno da caixa, o que facilita o entendimento.

Além da preparação corporal para recriar os movimentos de um boneco, os atores — todos adolescentes — ganharam acompanhamento psicológico para trabalhar tão de perto com crianças especiais.

O Juca na Caixa soma quase 20 apresentações para instituições como a APR. Escola Ecumênica. Apae. Hospital Pequeno Príncipe. Lar das Meninas e Escola Primavera. A previsão é que, em setembro, o espetáculo atinja as 60 apresentações. A partir daí. a Companhia Cênica passa a comercializar a peça para escolas privadas. A montagem. que dura aproximadamente 30 minutos, integra um projeto maior que tem como proposta ./ estabelecer um espetáculo para instituições / carentes para cada apresentação vendida em escolas particulares.


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